
Há diferença entre um restaurante e um bistrô?
Sim, há. Apesar de alguns donos de restaurantes de luxo denominarem suas casas de bistrôs sem a preocupação de seguir um padrão diferenciador.
E a diferença é exatamente esta.
Segundo Patricia Wells (autora do livro, “Cozinha de bistrô”, Ediouro) o “bistrô é um pequeno restaurante da vizinhança que serve comida caseira e substanciosa. A louça é sempre grosseira e branca, sem enfeites, as mesas cobertas com papel dobrado nas pontas”. E complementa: “um pequeno restaurante despretensioso ou simplesmente um lugar para se desfrutar um copo de vinho e um sanduíche simples embora robusto, um bistrô é local para se passar bons momentos com amigos”.
Mas não é com esse espírito que um desavisado chega ao “66 Bistrô” do televisivo Claude Troisgros e seu filho Thomás. (Rua Alexandre Ferreira, 66 - Jardim Botânico/RJ - 21 2266-0838)
Afinal, estava no restaurante de renomados chefs-de-cuisine internacionais que, apesar de terem feito do Brasil sua casa, não deixam de ter sua reputação fora das terras tupiniquins.
A notoriedade crescente de Claude (muito por causa do programa “Menu Confiança” que apresenta no canal GNT), à primeira vista, não dá autorização para acreditar que seu “66 Bistrô” possa honrar esse nome e apresentar-se como uma casa em que o aconchego do ambiente e de sua comida fosse a tônica.
Pois bem, quem for ao "66 Bistrô" e esperar um requintado e luxuoso restaurante francês, sairá decepcionado. Ou melhor, surpreso. E para o bem.
O "66 Bistrô", à primeira vista, parece uma casa de família. A entrada se dá pelo portão da garagem, mas logo se vê que tudo está bem montado para receber os clientes.
Ao que parece não houve modificação na estrutura da casa, apenas a decoração para a colocação das mesas. Ou seja, há mesas no que parece ter sido um quarto, na sala e até no corredor, o que reforça a idéia de um verdadeiro bistrô.
Mas vamos ao que interessa: a comida.
Logo de início fomos aceitando o couvert. A casa nos ofereceu pães torrados acompanhados das tradicionais pastinhas. No caso, as de grão de bico, berinjela com mel e peixe com queijo mascarpone, ao preço de R$ 8,80 por pessoa. Bom negócio.
No cardápio há a opção de se aderir ao 'Menu do Chef'. Por R$ 86,00 pode-se degustar uma entrada, um prato principal e uma sobremesa. À escolha do freguês.
Assim fiz e escolhi. Para a entrada, uma Brandade de bacalhau imperial. No prato principal, Filé de Linguado a Belle Meuniére com arroz Basmati (croc-croc). E, como sobremesa, uma Coupe Glaceé Montmartre.
Não houve arrependimento possível. Os Troisgros têm idéias da cozinha francesa que se adequam perfeitamente ao gosto brasileiro.
A Brandade de Bacalhau Imperial veio servida em uma pequena caçarola de ferro fundido Le Creuset, acompanhada de pães torradinhos. Quente e abundante, realmente impressiona pelo sabor marcante e diferencia-se do normal na tradicional culinária francesa, onde os pratos são escassos apesar de igualmente ricos em sabor. A Brandade de Bacalhau Imperial dos Troisgros não tem medo de espalhar pelo ar o odor forte do alho misturado ao peixe salgado bem cozido e sempre saboroso.
O prato principal também demonstrou a força dos bistrôs franceses. Amêndoas e alcaparras ornam o tradicional filet de peixe bem passado na manteiga. O resultado é crocante e leve. Como acompanhamento, o arroz Basmati croc-croc, com toques de selvageria, completa o cenário de sabor e surpresa.
Por arremate, o sorvetes com cremes de chocolate emolduraram os toques finais do sabor generoso, forte e simples do "66 Bistrô".
Se a cozinha de bistrô é a cozinha do lar francês na sua melhor forma, então os Troisgros estão conseguindo realmente harmonizar a França-Brasil em sua casa de família no Jardim Botânico.
Bistrô!
Sim, há. Apesar de alguns donos de restaurantes de luxo denominarem suas casas de bistrôs sem a preocupação de seguir um padrão diferenciador.
E a diferença é exatamente esta.
Segundo Patricia Wells (autora do livro, “Cozinha de bistrô”, Ediouro) o “bistrô é um pequeno restaurante da vizinhança que serve comida caseira e substanciosa. A louça é sempre grosseira e branca, sem enfeites, as mesas cobertas com papel dobrado nas pontas”. E complementa: “um pequeno restaurante despretensioso ou simplesmente um lugar para se desfrutar um copo de vinho e um sanduíche simples embora robusto, um bistrô é local para se passar bons momentos com amigos”.
Mas não é com esse espírito que um desavisado chega ao “66 Bistrô” do televisivo Claude Troisgros e seu filho Thomás. (Rua Alexandre Ferreira, 66 - Jardim Botânico/RJ - 21 2266-0838)
Afinal, estava no restaurante de renomados chefs-de-cuisine internacionais que, apesar de terem feito do Brasil sua casa, não deixam de ter sua reputação fora das terras tupiniquins.
A notoriedade crescente de Claude (muito por causa do programa “Menu Confiança” que apresenta no canal GNT), à primeira vista, não dá autorização para acreditar que seu “66 Bistrô” possa honrar esse nome e apresentar-se como uma casa em que o aconchego do ambiente e de sua comida fosse a tônica.
Pois bem, quem for ao "66 Bistrô" e esperar um requintado e luxuoso restaurante francês, sairá decepcionado. Ou melhor, surpreso. E para o bem.
O "66 Bistrô", à primeira vista, parece uma casa de família. A entrada se dá pelo portão da garagem, mas logo se vê que tudo está bem montado para receber os clientes.
Ao que parece não houve modificação na estrutura da casa, apenas a decoração para a colocação das mesas. Ou seja, há mesas no que parece ter sido um quarto, na sala e até no corredor, o que reforça a idéia de um verdadeiro bistrô.
Mas vamos ao que interessa: a comida.
Logo de início fomos aceitando o couvert. A casa nos ofereceu pães torrados acompanhados das tradicionais pastinhas. No caso, as de grão de bico, berinjela com mel e peixe com queijo mascarpone, ao preço de R$ 8,80 por pessoa. Bom negócio.
No cardápio há a opção de se aderir ao 'Menu do Chef'. Por R$ 86,00 pode-se degustar uma entrada, um prato principal e uma sobremesa. À escolha do freguês.
Assim fiz e escolhi. Para a entrada, uma Brandade de bacalhau imperial. No prato principal, Filé de Linguado a Belle Meuniére com arroz Basmati (croc-croc). E, como sobremesa, uma Coupe Glaceé Montmartre.
Não houve arrependimento possível. Os Troisgros têm idéias da cozinha francesa que se adequam perfeitamente ao gosto brasileiro.
A Brandade de Bacalhau Imperial veio servida em uma pequena caçarola de ferro fundido Le Creuset, acompanhada de pães torradinhos. Quente e abundante, realmente impressiona pelo sabor marcante e diferencia-se do normal na tradicional culinária francesa, onde os pratos são escassos apesar de igualmente ricos em sabor. A Brandade de Bacalhau Imperial dos Troisgros não tem medo de espalhar pelo ar o odor forte do alho misturado ao peixe salgado bem cozido e sempre saboroso.
O prato principal também demonstrou a força dos bistrôs franceses. Amêndoas e alcaparras ornam o tradicional filet de peixe bem passado na manteiga. O resultado é crocante e leve. Como acompanhamento, o arroz Basmati croc-croc, com toques de selvageria, completa o cenário de sabor e surpresa.
Por arremate, o sorvetes com cremes de chocolate emolduraram os toques finais do sabor generoso, forte e simples do "66 Bistrô".
Se a cozinha de bistrô é a cozinha do lar francês na sua melhor forma, então os Troisgros estão conseguindo realmente harmonizar a França-Brasil em sua casa de família no Jardim Botânico.
Bistrô!

4 comentários:
Útil saber.
Desde que abriu quis ir lá mas tive medo da conta.
Agora sei o quanto vou gastar.
Valeu!
Como você jamais mencionou ter uma mulher ultra exigente ao seu lado, vou deixar meu comentário: não sente na mesa em frente ao banheiro! É apertada e os garçons esbarram na sua cadeira o tempo todo. Eu pedi um risoto de brie, parma e rúcula e segundo a opinião geral da mesa, foi o melhor pedido!
Impressivo comentário. Meu amigo anda afiado. Bjs na família!
Grande Sídali! Parabéns pela idéia desse blog! Gostei da dica do bistrô!
Quanto ao risoto de brie que a Carol mencionou, aprendi a receita no "Menu Confiança", num programa que ainda tinha a linda Malu Mader como convidada.
Apesar de ter certeza dele não ser tão bom quanto o preparado pelo chef, estou viciado nesse prato. Maravilhoso!
Abraço!
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