Um dia, há uns dois anos, eu assisti a um programa na TV paga em que a Nigella Lawson (para quem não conhece: Nigella é uma das chefs de cuisine mais badaladas da televisão européia – clique aqui) fazia diversos pratos que ela chamava genericamente de “comfort foods”.
E fazia generosas porções de purê de batata inglesa e servia com macios medalhonetes de mignon temperados na cebola e fritos em azeite e arroz branco quentinho temperado com bastante alho crocante.
Para a sobremesa, ela fez simplesmente um bolo de chocolate bem marrom coberto com um creme daqueles que quando se corta escorre pela faca e pela lateral do pedaço.
Aquilo muito me impressionou porque eu achava que a cozinha, para ser de alto nível, precisava ser sofisticada, servida em pequenas porções e cheia de detalhes para ser boa e nunca havia pensado no conceito de “comida de conforto”.
A expressão fala de coisas que são tão boas, tão familiares, tão certinhas que sempre podem te trazer um sorriso ao rosto. A comida fala com você. Te dá a sensação de que você está em casa e que tudo está bem no mundo. E que se as coisas não vão tão bem como você esperava, sempre podem melhorar.
E descobri que cada pessoa (e até cada família) tem a sua “comfort food”.
Aí então percebi porque aquele programa da Nigella me impactou tanto: ela acertou em cheio a minha “comfort food”, que sempre vai incluir alguma forma de carne (um bolo de carne, por exemplo), arroz (preferencialmente risotos com queijos, como o gorgonzola) e purê de batatas.
Para muitos, “comfort food” inclui chocolate em qualquer forma imaginável e até aquela macarronada com molho vermelho, com a farofa no frango de padaria que te lembra os almoços de domingo na casa da vovó.
E para você? Qual a sua “comfort food”?

3 comentários:
Qualquer uma que você faz pra mim! O jantar de hoje, por exemplo, era tudo que eu precisava!
Te amo!
Bjs,
Carol
Não havia pensado sobre isso. Acompanho os programas da Nigela desde os primeiros, o que notadamente me chamou atenção foram os quilinhos a mais que ela apresenta hoje, acho que ficou "confort" demais. Abraços. Benicio.
Acho que eu me sinto confortável com qualquer coisa...será que eu preciso de um psicólogo? ou de um regime?
Sávio
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